
Moradores do Córrego Grande afirmam que ocupam a área há mais de 40 anos e se mobilizam para tentar impedir o despejo
Mais de 100 famílias da comunidade de Córrego Grande, na zona rural de São Mateus, vivem dias de incerteza após serem notificadas para desocuparem as terras onde moram e trabalham há mais de quatro décadas, segundo os próprios moradores.
A reportagem esteve na comunidade e encontrou uma área amplamente produtiva, onde famílias cultivam diversas culturas agrícolas, como pimenta-do-reino, café, coco e outras plantações que garantem a renda e o sustento dos moradores.
Logo na entrada da comunidade estão duas igrejas, sendo uma católica e outra evangélica, além de uma escola que atende aproximadamente 70 crianças. Para os moradores, a possível desocupação representa não apenas a perda das propriedades, mas também o fim de uma história construída ao longo de gerações.
Durante as entrevistas, moradores se emocionaram ao falar sobre a possibilidade de terem que abandonar as casas e as plantações. Muitos afirmaram que investiram toda a vida na construção de seus imóveis e na produção agrícola, e agora vivem o drama de ver seus sonhos ameaçados.
Na noite deste sábado (1º), a comunidade realizou uma reunião para discutir as medidas que poderão ser adotadas para evitar o despejo. O encontro contou com a participação de advogados e do vereador Wap Wap, que ouviu as reivindicações dos moradores e debateu alternativas jurídicas para tentar reverter a situação.
Os moradores esperam que novas negociações possam ser abertas antes de qualquer medida de desocupação, permitindo que as famílias permaneçam na área enquanto o caso é analisado.
A reportagem seguirá acompanhando o caso e buscará posicionamento oficial do Ministério Público e dos demais órgãos envolvidos sobre a notificação e os próximos desdobramentos do processo.


